O amor bateu...


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...em minha porta e eu abri...
' É como se fosse as badaladas de um relógio central...'

Senhoras e senhores, a história que irei contar nada tem haver com algo que tenha como expressar por palavras, mas sim, sentir com o coração. Procurar alguém que possa dividir uma vida, que possa ligar durante a noite para chorar, sorrir, ou apenas contar como foi o dia, procurar uma pessoa que possa ir com você em um bar, ouvir MPB, falar sobre as coisas mais fúteis e mais importantes do mundo, que possa sentar com você na cama, ouvir um Jazz, ou talvez te apresentar uma cantora qual você não conhecia e simplesmente se apaixone, é o que quase todos procuram, ou ao menos eu procuro. E quando se sente que a oportunidade de que isso pode acontecer chegou perto, é um sentimento nostálgico, principalmente quando não se sabe o rumo que isso pode tomar...
Não queria ir, mas fui. Existia em mim uma sensação que nada de bom iria acontecer, até que no terceiro dia, aconteceu o que fez minha ida ser perfeita. ‘Turn me on’, era isso que eu queria, que alguém acende-se a chama do meu coração, mesmo que fosse por algumas horas. Agora, são nas horas que penso. Nas horas de distância, nessas insuportáveis quatro horas. O que pode acontecer agora? E essa saudade sem fim que não sai de mim? São questões que eu não sei como responder, e nem como resolver. Mas essa sensação ao mesmo tempo que é maravilhosa, também é agonizante, seria talvez por causa desse meu caráter controverso, ou talvez seja por estar enfim voltando a gostar de outra pessoa que possa me completar. Acho que não tem como ter a resposta, pelo menos ainda não. Mas se o amor estiver batendo em minha porta, senhoras e senhores, eu irei com toda a certeza dar um jeito de abri-la.
‘Cabelos desgrenhados, lisos caracolados. Olhos de azeviche? Não, castanhos. Mas no escuro, azeviche pareciam. Tic tac tic tac tic tac... As horas passavam rápido demais. Seu cabelo tem uma textura diferente! Defina textura? Só um cabeleireiro que poderia definir. O bater do coração parecia às badaladas de um relógio central quando se coloca o ouvido sobre o peito.  Um sotaque dito baixo, quase sussurrado. Budista, astrologia, gêmeos. Segurando firme as mãos. Tic tac tic tac tic tac... Ainda? Não deixarei ir. E se algo acontecer? Segurança, foi dita essa palavra anteriormente. Não coloque medo!  Desejo, música , Norah Jones. Desce, vire à esquerda, vire à direita, vire à esquerda, vire à direita, siga o asfalto. Dorme, dorme, fique bem’.

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